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Estudo explica o que está por trás da perda da memória relacionada a rostos

Descoberta pode levar a tratamentos de doenças como o mal de Alzheimer

Muitas pessoas já passaram pela situação desconfortante de encontrar alguém na rua e não ter certeza se a conhece ou não. Essa saia justa, tão comum no dia a dia, intrigou uma equipe de pesquisadores americanos, que, ao desvendar os circuitos cerebrais envolvidos no confuso processo, conseguiu não só explicá-lo melhor, como também abrir caminhos para tratamentos de problemas da memória, incluindo o mal de Alzheimer.

Publicado na revista especializada Neuron, o estudo usou como modelos camundongos, animais cujo cérebro tem estrutura semelhante ao dos humanos. Como resultado, concluíram que a falha no reconhecimento de pessoas — e também locais — tem origem em um sistema neuronal responsável por fazer a separação entre elementos inéditos e conhecidos visualizados pelo indivíduo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por mais banal que possa parecer essa tarefa, ela constitui um dos maiores desafios para a mente, garantem os autores. “Você vê um rosto familiar e diz para si mesmo: ‘Eu acho que já vi essa cara, mas é alguém que eu conheci há uns cinco anos, talvez com cabelo mais fino ou óculos diferentes. Ou será alguém completamente diferente?’”, descreve James J. Knierim, professor de neurociência no Instituto Zanvyl Krieger. “Esse é um dos maiores problemas que o nosso sistema de memória tem para resolver”, garante ao Estado de Minas o líder do trabalho.

Para decifrar como a dúvida surge, os cientistas analisaram o hipocampo dos ratos, região cerebral ligada à memória. Hipóteses anteriores apontavam duas partes dessa área como as responsáveis por esse processo: o giro denteado e a CA3. O primeiro seria responsável por identificar estímulos novos e separá-los de referências conhecidas. Já ao CA3 caberia minimizar pequenas mudanças de uma experiência anterior para que ela não seja erroneamente classificada como algo novo, um processo chamado padrão de realização. Segundo essa explicação, quando uma pessoa entra em um quarto familiar levemente redecorado, o giro denteado forma automaticamente uma nova memória do aposento e a envia para a CA3, que, então, deverá ignorar as pequenas mudanças e ajudar no reconhecimento do espaço.

A equipe de Knierim conseguiu detalhar melhor esse mecanismo implantando eletrodos no hipocampo de camundongos que, mais tarde, eram submetidos a experimentos de memória. Os animais eram colocados para correr em esteiras circulares enquanto buscavam alcançar uma prenda de chocolate granulado. Com o tempo, a textura da esteira era alterada, podendo ser uma lixa, uma superfície adesiva ou borracha. Também foram utilizados objetos distintos, conectados à pista. Por mais de 10 dias os animais repetiram as atividades, construindo mapas mentais.

FUTURO
Em uma etapa seguinte, os pesquisadores mudaram o sentido no qual os animais corriam e a disposição dos objetos, criando uma incompatibilidade de percepção na mente das cobaias. Com a ajuda dos eletrodos, os cientistas observaram que, mesmo quando as mudanças eram poucas, o CA3 mudava seus padrões de atividade. Isso significa que a região realmente está envolvida no processo, mas de uma maneira diferente. “Costumava-se pensar que todo o CA3 tomava a mesma decisão. Nossa experiência mostra que, em vez disso, uma parte do CA3 decide se o espaço é uma nova sala, e outra parte determina se aquele é um lugar familiar e, assim, recupera a memória daquele local”, explica o autor do trabalho.

A descoberta de que o CA3 tem mais funções do que se imaginava pode ajudar futuramente em tratamentos médicos ligados a problemas de memória, como o mal de Alzheimer. “Essa é a pesquisa científica básica. Esperamos que, futuramente, ela forneça insights sobre os mecanismos cerebrais de memória, o que pode levar a futuros tratamentos. No entanto, é difícil prever como seriam essas terapias”, destaca Knierim. “Uma possibilidade especulativa é a criação de testes do potencial de perda de memória em pacientes com doença de Alzheimer antes de o dano cerebral ocorrer. Ou seja, imagens do cérebro podem mostrar sinais sutis de déficits nesses processos antes que a doença progrida de forma irreversível. Mas é um caminho longo, caso ocorra”, completa.

Norberto Anízio Ferreira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), concorda. “É uma região que sabíamos estar ligada à memória, mas não que tinha essas divisões de reconhecimento mais complexas, de padrões novos e antigos. É algo útil e interessante, mas é muito cedo para falarmos em tratamentos”, avalia. “Essa região é atingida pela doença de Alzheimer, porém, precisamos saber mais sobre o tema para destacar sua importância.”

Para Ferreira, que não participou do estudo, mais trabalhos são necessários para desvendar as falhas ligadas ao reconhecimento, pois outros fatores podem pesar nesse tipo de memória. “A ansiedade e a atenção podem influenciar na capacidade do cérebro em trabalhar esse tipo de informação. Quando você está ansioso ou preocupado, não consegue focar e dá aquele branco. Existem muitas conexões que podem estar envolvidas”, frisa o neurologista.

O trabalho dos americanos terá continuidade, com o objetivo de estudar outras regiões ligadas à memória. “Estamos analisando a área CA1 do hipocampo, que recebe a saída da CA3. Queremos saber como partes do CA1 interpretam a saída conflitante. Uma vez que a CA1 se comunica com o resto do cérebro, é importante saber como se resolve o conflito de informações”, explica Knierim. Outro passo próximo da equipe é analisar a memória ligada ao envelhecimento. “Vamos abordar como esses processos podem mudar durante o envelhecimento normal e anormal e testar se certos tratamentos com medicamentos podem contribuir para corrigir anomalias nesses processos”, adianta o líder do estudo.

 

Matéria Original: Correioweb

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Pesquisa sugere que desenvolvimento de nossa capacidade de obter açúcares de amidos sustentou acelerado crescimento do cérebro – e contradiz defensores da dieta das cavernas

Eles têm má reputação entre quem quer perder peso, mas tudo indica que, há milhares de anos, alimentos ricos em carboidratos – como os tubérculos – foram cruciais para que ficássemos mais inteligentes.
Carboidratos foram importantes para a evolução humanaAo menos é esta a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona, University College of London e Universidade de Sydney, que afirmam que o consumo de plantas ricas em amido foi fundamental para a evolução de nossa espécie.A razão é simples: a glicose é um dos principais combustíveis do cérebro.E, segundo o estudo, o desenvolvimento de nossa capacidade de obter açúcares dos carboidratos – e, em particular, dos amidos – sustentou o acelerado crescimento do cérebro “que começou a notar-se a partir do [período] Pleistoceno Médio”.”A capacidade de aproveitar raízes e tubérculos ricos em amido na dieta dos primeiros hominídeos é considerado um passo potencialmente crucial na diferenciação entre os primeiros Australopitecinos de outros hominídeos”, diz o estudo, publicado na mais recente edição do The Quarterly Review of Technology.Em uma linguagem mais simples, isso quer dizer que uma dieta com alimentos ricos em carboidratos deu a nossos antepassados uma importante vantagem evolutiva (que algumas das dietas modernas ou em moda ignoram).Os humanos têm três vezes mais cópias do gene que cria as amilases salivares – enzimas que ajudam a transformar os carboidratos em açúcares – do que o resto dos primatas.

E essa adaptação, dizem os pesquisadores, começou a ser produzida há aproximadamente um milhão de anos.
Estudo deu argumentos contra dietas sem carboidratos

 

 

 

 

 

 

 

A importância da culinária

Neste momento, os humanos já haviam aprendido a cozinhar.E a multiplicação das amilases salivares havia sido uma das respostas de nosso organismo às possibilidades abertas pelo uso do fogo, pois os tubérculos crus são muito mais difíceis de processar e transformar em açúcares utilizáveis.

Segundo a equipe liderada por Karen Hardy, da Universidade Autônoma de Barcelona, isso confirma a importância da cozinha na evolução humana – e é uma má notícia para quem propõe dietas crudívoras (com alimentos de origem agrícolas crus).

Mas uma das hipóteses principais – a ideia de que, sem carboidratos, a nova dieta não haveria gerado combustíveis necessários para nossa rápida evolução – também deu novos argumentos aos críticos da chamada “dieta paleolítica” ou “dieta paleo”.

Essa “dieta dos homens das cavernas” se baseia na ideia de que a dieta dos nossos antepassados era composta principalmente por plantas silvestres e animais selvagens.

E, em geral, exclui alimentos ricos em amido, que responsabiliza por boa parte da obesidade que afeta a sociedade moderna.

Hardy e sua equipe acreditam que esse não é um retrato adequado da verdadeira dieta de nossos antepassados.

“Alimentos provenientes de plantas ricas em amido eram uma parte abundante, confiável e importante da dieta”, argumentam no estudo, intitulado A importância da dieta de carboidratos na evolução humana.

Eles afirmam que esses carboidratos não só eram comuns como também foram definidores da evolução humana. E continuam sendo necessários.

“Os humanos modernos requerem uma fonte confiável de carboidratos glicêmicos para manter o funcionamento adequado de nosso cérebro, médula renal [parte do rim], glóbulos vermelhos e tecidos reprodutivos”, explicam.

O que não significa que reduzir o consumo de calorias não seja saudável. Mas certamente confirma que, antes de começar qualquer dieta, uma consulta com um médico é um passo necessário.

Matéria publicada em MidiaNews

 

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Tatuagens, piercings e mercado de trabalho: cuidados com os pacientes e orientações profissionais

O principal fator de diferenciação no mercado de trabalho é a competência, a capacidade de executar as técnicas radiológicas com segurança e profissionalismo. Naturalmente, os profissionais que se dedicam com seriedade aos estudos e cursam bons estágios têm a possibilidade de encontrar melhores colocações. Entretanto, em razão da diversidade de preconceitos que existem no Brasil, é necessário considerar que há outros fatores que interferem na hora da contratação, como a forma de se vestir e cuidar do corpo. Principalmente, na área da saúde.

ESPECIAL

 

 

 

 

 

 

 

 

Com 26 tatuagens, o tecnólogo em Radiologia João Henrique Hamann conta que nunca sofreu discriminação em seu ambiente de trabalho. Entretanto, o profissional afirma que teve a precaução de desenhar todas em locais mais discretos, que podem ser cobertas pelo jaleco, justamente para evitar problemas com os empregadores mais conservadores. “Nunca fui discriminado, mas já presenciei chefe de departamento de Radiologia excluindo Técnicos pelo simples fato de terem tatuagem. A discriminação atualmente é menor, mas ela ainda existe. Ser discreto é o melhor caminho a ser seguido”, considera.

Evidentemente, a discrição, responsabilidade e competência são pré-requisitos fundamentais para um bom técnico ou tecnólogo em Radiologia, que deve atender aos pacientes segundo o Código de Ética. De toda sorte, a diretoria executiva do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) entende que, de forma alguma, o desempenho profissional esteja associado à identidade pessoal de cada um.

“A liberdade de expressão não significa apenas falar o que quiser, mas, também, se expressar por meio do corpo. As pessoas, independente da profissão, têm o direito de usar tatuagens, brincos, joias ou o que mais desejar, desde que isso não interfira na segurança e qualidade do seu trabalho”, opina a presidenta do CONTER, Valdelice Teodoro.

Cuidados na Ressonância Magnética

O exame de RM consiste em mapear todos os órgãos, ossos e tecidos do corpo humano sem a utilização de radiação ionizante. Por funcionar através de pulsos de radiofrequência, o equipamento atua como um ímã no corpo do paciente. Portanto, quaisquer objetos ou substâncias que contenham metal, como piercings, tatuagens com tinta metálica e aparelho nos dentes acabam por interagir diretamente com o equipamento.

Os efeitos colaterais por conta do campo magnético podem variar desde ferimentos e queimaduras (pequenos metais) até inconsciência e morte, em caso de portadores de marca-passo, motivo pelo qual o exame é extremamente proibido para esses pacientes. De acordo com o Tecnólogo João Hamann, o cuidado com pacientes tatuados é justificado pela composição das tintas que usam o ferro como pigmentação.

“Para realizar RM nesses pacientes, é preciso usar uma toalha úmida sobre o desenho durante o exame. Caso contrário, há risco de queimaduras. Essa sensação pode ser maior em função do tamanho do desenho ou sensibilidade da área tatuada. Em casos raros, existem registros de queimaduras de primeiro grau”, alerta.

Saiba mais

> Em 2008, O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT 23ª Região) condenou um banco a indenizar um trabalhador em 90 mil reais. Na época, além das acusações não comprovadas de desvio de dinheiro, os responsáveis envolvidos insinuavam que “tatuagem era coisa de malandro”;

> Não existe comprovação científica que tatuagem faz mal à saúde. Contudo, é preciso estar ciente de que o procedimento envolve riscos que vão desde a transmissão de vírus e doenças como HIV e Hepatites B e C – por meio de agulhas compartilhadas – até mesmo a algum tipo de reação alérgica ou colateral ao pigmento utilizado. Existem, no mercado, composições hipoalérgicas, mas, as mais comuns são feitas a base de metais e minerais como mercúrio, carvão, fenol, cadmio, magnésio titânio e zinco. Esses elementos são os responsáveis pela cor da tinta e, em alguns casos, pode desenvolver processos alérgicos. Portanto, se quem vai fazer uma tatuagem tem predisposições alérgicas, é altamente recomendado investigar se o organismo não é alérgico as substâncias das cores das tintas usadas;

> Caso tenha interesse em fazer uma tatuagem, não deixe de checar se há autorização da ANVISA para o estabelecimento funcionar. Em casos de tatuagem de henna, cheque com o tatuador a composição da tinta e verifique se há chumbo, pois é nocivo à saúde. Se mesmo após estes procedimentos houver algum sinal de alergia, o ideal é consultar um médico para saber qual é o tratamento correto para o caso;

> Confira aqui como são feitas as tintas das tatuagens e saiba como tomar os devidos cuidados.

Matéria Original por CONTER

 

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Segundo pesquisa da ENSP-Fiocruz, a maior parte dos profissionais de enfermagem é formada por técnicos e auxiliares

A maior parte dos profissionais de enfermagem do Brasil, correspondente a 77% do total, é de técnicos e auxiliares, enquanto somente 23% são enfermeiros formados, com curso superior, e estão concentrados na região Sudeste. Norte e Nordeste, no entanto, sofrem com a carência desses profissionais.

Essa constatação é de uma pesquisa realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (ENSP-Fiocruz), por encomenda do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que traça o perfil da Enfermagem no Brasil, divulgada nessa terça-feira (11), em Minas Gerais, e que será apresentada nesta quarta-feira (12), no Rio de Janeiro, e na quinta-feira (13), em São Paulo.

De acordo com a pesquisa, o grande empregador da enfermagem no Brasil é o setor público com 70,1% do total

 

 

 

 

 

 

 

A coordenadora-geral do estudo e pesquisadora da ENSP, Maria Helena Machado, considera essa situação um problema, “porque nós estamos falando de 1,8 milhão de trabalhadores em enfermagem e, infelizmente, o Brasil apresenta um volume (de profissionais formados) muito pequeno. Pensar que são 23% de enfermeiros para dar conta de toda a estrutura de assistência à saúde, supervisão e coordenação de todas as atividades de enfermagem do país é muito pouco”.

Maria Helena diz que esse percentual de 23% é baixo em comparação a toda a América Latina. Segundo ela, o país elevou a qualificação dos auxiliares e técnicos, mas o índice de enfermeiros graduados ainda é baixo, como no estado do Rio de Janeiro, onde a enfermagem é composta, hoje, por 80,9% de técnicos e auxiliares, e apenas 19,1% de enfermeiros.

Outro problema apontado pelo estudo é a grande concentração dos profissionais na região Sudeste, formada por Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, com destaque para os dois primeiros estados. Outra situação delicada é a concentração de enfermeiros nos grandes centros do país, especialmente nas capitais.

As regiões Norte e Nordeste têm carência de outros profissionais ligados à saúde, além de enfermeiros, como farmacêuticos, odontólogos e médicos. O mais grave, segundo ela, é que esses 23% de enfermeiros formados não estão distribuídos no país como um todo e há carência de enfermeiros no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a pesquisa, o grande empregador da enfermagem no Brasil é o setor público nos três níveis (federal, estadual e municipal), com 70,1% do total. Os restantes 29,9% estão no setor privado, com destaque para 9,8% nas atividades de ensino e 1,4% na área filantrópica.

Em termos de renda, Maria Helena explica que a enfermagem é mal paga no país inteiro, sendo que nos setores privado e filantrópico há maior concentração de subssalários, com 22,8% e 32,7%, respectivamente. “É um volume grande de profissionais que ganha igual ou menos do que R$ 1 mil por mês”. Ela diz que o setor público (10,6%) e o de ensino (11,3%) também pagam mal. Uma parcela de 13,6% dos entrevistados declararam ter renda total mensal de até R$ 1 mil, condição de subssalário. A maioria dos profissionais (53,7%) tem apenas uma atividade ou trabalho.

A equipe de enfermagem no Brasil é liderada por mulheres, com 85,6% do total, contra a média nacional de 14,4% de homens, segundo a pesquisa. No estado do Rio de Janeiro, a composição é 82,3% feminina contra 17,6% masculina. Maria Helena Machado diz, porém, que já se percebe uma tendência de masculinização da categoria em todos os estados brasileiros.

No próximo dia 27, ao final das apresentações da pesquisa pelo país, os membros do Cofen e dos conselhos regionais se reunirão para traçar as estratégias para a inserção da categoria nos programas governamentais.

A presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), Maria Antonieta Rubio Tyrrel, disse que o intuito final é ter um diagnóstico “para podermos traçar políticas públicas relacionadas com a nossa inserção nos programas governamentais de saúde”, que incluem os âmbitos do ensino, filantrópico e privado.

 

FONTE: Terra

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Avaliação foi feita nos últimos dez anos por cientistas ingleses da Universidade de Oxford

O uso de anticoncepcionais orais protege a mulher, a longo prazo, de desenvolver câncer de endométrio, o tipo de tumor uterino mais comum. Na última década, a pílula preveniu 200 mil casos, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (5), pela revista médica britânica The Lancet Oncology Journal .

 

 

 

 

 

 

 

 

Um grupo de cientistas da Universidade de Oxford , formado por especialistas em epidemiologia, estimou que nos últimos 50 anos foram evitados 400 mil casos de câncer de endométrio nos países de renda mais alta, graças às pílulas anticoncepcionais.

Valerie Beral, pesquisadora principal do projeto e que lidera estudos internacionais sobre câncer de mama , ovários e endométrio, explicou que o “efeito protetor” da pílula se mantém no tempo e “persiste durante décadas”.

“As mulheres de 20 anos ou inclusive mais jovens seguem se beneficiando dos efeitos aos 50, quando a aparição de câncer é mais comum”, explicou Valerie Beral.

Beral acrescentou que outras pesquisas provaram a eficácia da pílula, que contém hormônios para prevenir a gravidez, na proteção contra o câncer de ovários, e esclareceu que “o povo costuma se preocupar porque acredita que os anticoncepcionais causam câncer, mas a longo prazo a pílula reduz o risco de contrai-lo”.

 

 

 

 

 

 

Para obter os resultados, os cientistas reuniram dados de mais de 27 mil mulheres que sofriam com este tipo de câncer de 36 estudos elaborados em diferentes áreas do mundo -entre as quais se incluem América do Norte, Europa, Ásia, Austrália e África do Sul-, a maior amostra epidemiológica reunida até o momento.

Os resultados mostraram que, por cada 5 anos de uso da pílula, o risco de padecer de câncer endometrial se reduzia um quarto.

Nos países com rendas altas o efeito é ainda maior, pois tomar anticoncepcionais durante 10 anos reduz o risco de desenvolver a doença, antes dos 75 anos, de 2,3 a 1,3 casos por cada 100 pessoas, segundo o estudo.

Fonte: Saúde Terra

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